No dia mundial do Alzheimer, se informar é a melhor prevenção

A maioria das pessoas acreditam que o Alzheimer é uma consequência natural do envelhecimento. É o que aponta o relatório da federação internacional de associações que trabalham no combate à doença – Alzheimer’s Disease International (ADI) – publicada hoje (21), que entrevistou 70 mil pessoas de 155 países. A pesquisa mostra, também, que 1 em cada 4 pessoas acha que não há nada que se possa fazer em relação à demência.

No dia mundial do Alzheimer, se informar é a melhor prevenção

A maioria das pessoas acreditam que o Alzheimer é uma consequência natural do envelhecimento. É o que aponta o relatório da federação internacional de associações que trabalham no combate à doença –  Alzheimer’s Disease International (ADI) – publicada hoje (21), que entrevistou 70 mil pessoas de 155 países. A pesquisa mostra, também, que 1 em cada 4 pessoas acha que não há nada que se possa fazer em relação à demência. 

Dados como estes mostram a importância do Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Alzheimer, celebrado neste sábado (21). O primeiro passo para tratar bem do assunto é entender que o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e que, por isso, pode ser prevenida. Observar os sinais com antecedência é uma das chaves para evitar um quadro mais grave.

“Os primeiros sintomas geralmente são de alterações da memória recente, que são progressivos. Também pode haver mudanças suaves de comportamento, ansiedade e depressão, delírios e alucinações, evoluindo lentamente para perda de nexo, incontinências fecal e urinária e imobilidade física, que pode levar a pessoa a ficar acamada”, alerta o Dr. Paulo Canineu, médico geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

 

Além disso, é possível que a pessoa que está desenvolvendo este quadro repita várias vezes a mesma pergunta ou história, se perca na rua, no metrô ou no ônibus, tenha problemas em administrar dinheiro e até erra receitas que sempre soube fazer muito bem. Ao observar estes casos, não ache que é o sintoma de velhice. Procure um médico e comece o acompanhamento clínico. 

Dr. Canineu, um dos especialistas mais reconhecidos do país, explica que o diagnóstico pode ser realizado através de exame clínico, neurológico e psiquiátrico, além de rastreamento neuropsicológico, exames de sangue e de imagem (Tomografia do Cérebro e Ressonância Magnética do Cérebro). A história clínica é fundamental realizada com o paciente e família ou cuidador. O diagnóstico está cada vez mais apurado e acontecendo cada vez mais cedo.

Fatores de risco e prevenção

Pessoas com influência genética representam de 1% a 5% dos casos, sendo mais propensas a desenvolver a doença. Além disso, as mulheres são mais afetadas do que os homens. 

 

O estilo de vida também é um fator importante que contribui para desencadear o mal. Beber em excesso, fumar, ter uma dieta rica em gordura, estresse e sedentarismo são hábitos que fazem mal para o corpo, principalmente para o cérebro, local de atuação do Alzheimer.

A prevenção começa ao erradicar essas práticas e dar lugar a novas formas de se viver. O Grupo Altevita, em suas casas, oferece alimentação orientada por nutricionistas, atividades físicas e acompanhamento psicológico. 

 

A música também é um fator de prevenção e até de tratamento para aqueles que já estão vivendo o cotidiano da doença. É que, segundo estudo do Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana de Leipzig, momentos que foram vividos com músicas viram recordações impossíveis de apagar. O fato vem da descoberta de que a memória musical é armazenada em outro local do cérebro, diferente do que abriga as memórias usuais (saiba mais aqui).

Assim, pode se afirmar que o contato contínuo com a música contribui para a prevenção e tratamento do Alzheimer. Alinhado às tendências, o Grupo Altevita oferece aulas de musicalização aos moradores dos espaços da instituição.

Vida após o diagnóstico 

Para quem descobriu que está com o mal ou que algum familiar desenvolveu o quadro, há formas de continuar a viver bem. Primeiro, é preciso entender como o ambiente pode impactar a vida do paciente e reorganizar a rotina da família para que não haja estresse, é o que afirma Dr.Saulo Queiroz Borges, médico da Secretaria de Estado da Saúde do DF e especialista em geriatria da SBGG.

Foto: Dr. Paulo Queiroz Borges, Médico graduado pela UFPE, residência em geriatria pela HUB, título de especialista em geriatria SBGG. Entrevista com exclusividade para o Grupo Altevita.

“Alterações no ambiente podem agitar o paciente, como mudanças na rotina ou atividades que exigem mais do que o paciente está acostumado a dar. É preciso prudência, então, e fazer mudanças graduais. Omelhor tratamento é a abordagem correta”, orienta Dr. Saulo.

Dr. Paulo Canineu também afirma que, paralelo a isso, é necessário que a família tenha um acompanhamento profissional para fazer as mudanças. Além disso, é importante ter profissionais como terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, enfermeira, psicólogo, nutricionista e um cuidador capacitado, para auxiliar a família.

“É fundamental a sociedade e, especialmente a família, receberem informações e entender que tem responsabilidade no cuidado à pessoa com demência. Precisa haver uma reeducação do familiar, que deve receber auxílio dos profissionais de saúde, como o cuidador”, complementa Dr. Canineu. 

Tratamento clínico, auxílio com profissionais especializados em envelhecimento e tratamento de pacientes no quadro e informações claras e verdadeiras formam um ambiente de força aos familiares e ao paciente. Formam, então, uma rede de apoio a família que poderá tornar este período mais feliz e tranquilo. 

Fontes: SBGG, G1 e El País. 

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