Disfagia: O que é e como alimentar um idoso

A disfagia gera dificuldade para engolir E é muito comum em idosos. Saiba como reconhecer e minimizar os sintomas desse problema.

Você sabe o que é disfagia? A disfagia é um sintoma associado a alguma alteração orgânica do nosso corpo gerando dificuldade para engolir. Ela é muito comum principalmente em idosos, por isso a nossa Fonoaudióloga Tatiane Ribeiro irá ensinar quais são os sintomas e como alimentar o idoso com esse problema.

 Como você pode reconhecer que uma pessoa pode estar com disfagia?

Observe se o seu familiar:

  • Tem dificuldade de mastigar, preparar e manter o alimento dentro da boca ou mastiga por muito tempo;
  • Tem necessidade de engolir várias vezes o alimento, o líquido e a própria saliva;
  • Baba muito ou, após engolir, deixa restos de comida na boca;
  • Sente dor ao engolir;
  • Tem a sensação que o alimento está parado na garganta; 
  • Durante a alimentação você percebe que está saindo alimento pelo nariz;
  • Tem uma mudança na voz após engolir, o que chamamos de: voz molhada;
  • Apresenta tosse e pigarros durante a alimentação; 
  • Tem engasgos frequentes durante a alimentação ou ao engolir a saliva; 
  • Falta de ar após comer; 
  • Está perdendo peso;
  • Está tendo pneumonias de repetição;
  • Está tendo falta de interesse em se alimentar, que é muito comum em pacientes idosos com demência e alzheimer.

Se você ou alguém próximo a você apresentar algum tipo desses sintomas  pode ser um sinal de disfagia.
Isso ocorre por várias razões devido às mudanças naturais decorrentes do envelhecimento, tais como:

  • Perda de força muscular, 
  • Redução da velocidade, precisão e coordenação dos movimentos, 
  • Sequelas de AVC, vulgo derrame;
  • Câncer de cabeça e pescoço, 
  • Doenças neurodegenerativas como por exemplo: Parkinson, Esclerose dentre outras.

O fator principal é a alimentação e a maneira correta de como essa deve ser administrada nesses pacientes que apresentam esse sintoma. Alguns tipos de consistências alimentares ajudam a amenizar esse tipo de problema.

Se o idoso apresentar algum tipo de sintoma de disfagia,  a primeira pergunta que temos que fazer é:

A consistência da minha comida está correta? 

Eu consigo comer sem apresentar tosses? 

Eu consigo mastigar bem esses alimentos, eu deixo a comida parada na boca? 

Engasgo com os líquidos? 

Tenho todos os dentes?  

Uso próteses dentárias? Se sim, minha prótese está bem adaptada na boca?

O que podemos fazer para minimizar esses problemas:

Diante dessas dificuldades é possível fazermos algumas mudanças na consistência da comida, por exemplo:

Se eu como com dificuldade a comida normal, podemos passar para uma comida mais pastosa, mais molhada que facilitará todo esses processo da dinâmica da deglutição.

E se eu engasgo com os líquidos? Podemos utilizar o recurso do espessante.

O espessante nada mais é do que um pozinho que colocamos no líquido sem mudar o sabor do mesmo.

Misturamos por 2 minutos até obtermos a consistência desejada, ou seja, o líquido vai ficar mais grossinho.

Por que é importante dar atenção à disfagia? o que ela e suas complicações ocasionam?

  • Ocorre um aumento do risco de pneumonias aspirativas, que é quando o alimento ingerido pela boca ao invés de ir para o estômago vai para o pulmão.
  • Debilidade da saúde geral, causado pela desnutrição e desidratação
  • Aumento do tempo de internação, o que representa maior risco de infecções, maiores custos com os cuidados e serviços hospitalares e mortalidade.
  • Impacto negativo na qualidade de vida, com perda do interesse e do prazer em se alimentar.

Portanto, se você perceber sinais e sintomas da disfagia, procure a orientação de um profissional especializado nessa área, no caso, um fonoaudiólogo,  para que esse possa fazer uma avaliação específica e orientá-los da  maneira correta e  se é possível  uma alimentação segura pela boca. Quanto mais cedo você buscar ajuda, mais chances de sucesso no tratamento.

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