Quando nos tornamos pais dos nossos pais

O nosso primeiro contato ao nascer são com pessoas que mais tarde, aprendemos a chamar de “pais”. E eles são nossos heróis, considerados invencíveis e sempre preparados para nos proteger de todas as adversidades e perigos, nos fazendo sentir seguros e amados[...]

O nosso primeiro contato ao nascer são com pessoas que mais tarde, aprendemos a chamar de “pais”. E eles são nossos heróis, considerados invencíveis e sempre preparados para nos proteger de todas as adversidades e perigos, nos fazendo sentir seguros e amados. Mas, mesmo sendo difícil de aceitar, os nossos pais envelhecem. Será que estamos preparados para nos tornar pais dos nossos pais? De retribuir e colocar em prática, todo o cuidado que recebemos durante toda a nossa vida?

         Pode chegar um dia em que de fato, nossos pais se tornem nossos filhos. Que precisaremos lembrá-los de tomar o remédio, comer, pegar na mão para atravessar na rua. Não existe uma receita para lidar com essa situação, do mesmo jeito que não existiu uma receita para os nossos pais quando nascemos. Do mesmo jeito que eles aprenderam um dia, teremos que aprender a lidar e superar as dificuldades do dia-a-dia.

         Deveremos entender as limitações que virão com a velhice: esquecimentos, dificuldade de concentração, diminuição do vigor físico, dificuldades de locomoção, problemas na visão e audição, desenvolvimento ou agravamento de doenças, entre outros problemas.

Com a mudança do perfil da população brasileira, da estrutura familiar ( anteriormente as famílias eram compostas de muitos filhos, as mulheres não trabalhavam, todos moravam na mesma cidade, havia menos divórcios), o cuidado, em algumas situações torna-se um grande desafio. Há famílias em que os filhos moram em diferentes cidades e países, há situações de divórcios, casais sem filhos, pessoas que optam por não se casarem…. Sendo assim, muitas vezes a família não possui condições de oferecer o cuidado em determinadas situações, ainda que haja muito amor e carinho. Neste contexto as Instituições de Longa Permanência para Idosos se tornam uma alternativa para que o cuidado e o bem estar do idoso seja mantido. Na realidade, o idoso que já não tem mais condições de morar só, por necessitar de uma supervisão constante, muda de endereço ( da sua casa ou apartamento para uma Instituição de Longa Permanência para Idosos), o que não significa que as relações familiares precisam ser modificadas. Ele continuará parte da família, porém os cuidados serão oferecidos por equipe profissional.

Em nossas unidades, todos os nossos idosos simplesmente mudaram de sua antiga residência para o Espaço Longevità ou Espaço Convivência. Mas todos continuam recebendo o carinho de seus familiares, com visitas frequentes ( alguns recebem até mais visitar de seus familiares agora do que antes). E continuam a participar da vida de sua família, em festas, almoços, passeios nas quadras, missas de domingo, passando o fim de semana na casa dos filhos.

 

         O processo do envelhecimento é um grande desafio. E ele não ocorre da mesma forma para todas as pessoas. Em alguma situações, em que o envelhecimento vem com muitas limitações, este processo não será fácil. Não é a lógica da vida. Mesmo que você seja pai, ninguém o preparou para ser pai dos seus pais. E se você não é, terá que aprender as nuances desse papel para proteger aqueles que ama. E nesse momento, contar com o apoio de equipe especializada pode fazer uma grande diferença na assistência e manutenção do bem estar, bem como na manutenção dos laços familiares. A equipe do Grupo Altevita está sempre disposta a ajudar!

Leave a comment