Saúde

A Importância dos cuidados paliativos na terceira idade

Você já ouviu falar sobre cuidados paliativos?

A maioria dos profissionais da saúde em nosso país, sem falar do público em geral, praticamente desconhece o que significa, não sabe da existência de programas e serviços de cuidados paliativos e, quando ouve algo sobre uma ação ou medida paliativa, o entendimento vai ao sentido de que se trata de uma ação ou medida que na verdade não resolve um determinado problema ou desafio, mas apenas “coloca panos quentes” e a realidade permanece inalterada. Felizmente este horizonte de visão e compreensão está mudando com o surgimento de publicações pioneiras sobre o assunto em português.

A Medicina Paliativa trabalha com a prevenção e o alívio do sofrimento a partir do diagnóstico, inicialmente foi uma medicina pensada apenas para tratamentos oncológicos, mas hoje englobam qualquer doença que ameaçam a vida por ser progressiva ou até mesmo incurável. Inclusive, já temos esse serviço em nossas unidades, com os pacientes portadores de demência na sua fase final de vida. Para entendermos melhor do que se trata essa medicina em questão, abaixo estão os pontos considerados fundamentais no tratamento:

  • Valorizam o idoso e procuram atingir um nível mínimo de dor e administração dos sintomas. Os sintomas do paciente devem ser avaliados rotineiramente e gerenciados de forma eficaz através de consultas frequentes e intervenções ativas.
  • As decisões relacionadas à assistência e tratamentos médicos devem ser feitos com base em princípios éticos.
  • Os cuidados paliativos devem ser fornecidos por uma equipe interdisciplinar, fundamental na avaliação de sintomas em todas as suas dimensões, na definição e condução dos tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, imprescindíveis para o controle de todo e qualquer sintoma.
  • A comunicação adequada entre equipe de saúde e familiares e pacientes é a base para o esclarecimento e favorecimento da adesão ao tratamento e aceitação da proximidade da morte.
  • Não apressam e nem adiam a morte.
  • Integram aspectos psicológicos e espirituais dos cuidados do paciente.
  • Oferecem um sistema de apoio para ajudar os pacientes a viver tão ativamente quanto possível, até o momento da sua morte.
  • Ajudam a família em lidar com a doença do paciente e no luto. A família e o paciente constituem uma única unidade de cuidados.
  • A abordagem de cuidado é inter e multidisciplinar (equipe terapêutica).
  • Visam aprimorar a qualidade de vida.
  • Podem ser aplicados no estágio inicial da doença, concomitantemente com as modificações da doença e terapias que prolongam a vida.

Os cuidados paliativos gerais referem-se à abordagem do paciente a partir do diagnóstico de doença em progressão, atuando em todas as dimensões dos sintomas que vierem a se apresentar. Cuidados paliativos específicos são requeridos ao paciente nas últimas semanas ou nos últimos seis meses de vida, no momento em que torna-se claro que o paciente encontra-se em estado progressivo de declínio. Todo o esforço é feito para que o mesmo permaneça autônomo, com preservação de seu autocuidado e próximo de seus entes queridos.

Os cuidados ao fim de vida referem-se, em geral, aos últimos dias ou últimas 72 horas de vida. O reconhecimento desta fase pode ser difícil mas é extremamente necessário para o planejamento do cuidado e preparo do paciente e sua família para perdas e óbito. Mesmo após o óbito do paciente, a equipe de cuidados paliativos deve dar atenção ao processo de morte: como ocorreu, qual o grau de conforto e que impactos trouxe aos familiares e à própria equipe interdisciplinar. A assistência familiar pós-morte pode e deve ser iniciada com intervenções preventivas.

Quando alguém diz que não tem mais nada que fazer perante uma doença crônico-degenerativa, incurável, ou terminal, na verdade é uma mentira. Não se tem nada a fazer na linha de investimentos terapêuticos que visem a cura. Isto somente prolongaria um processo peno de sofrimento e morte. Tem tudo a que se fazer na linha de cuidados, e aqui é que entram os Cuidados Paliativos. Cuida-se da pessoa no seu todo, nas suas necessidades físicas, sociais, psíquicas e espirituais. Neste sentido o cuidado sempre deve estar presente, mesmo quando a cura não seja mais possível. Caso contrário, estaríamos abandonando a pessoa doente no momento mais crítico de sua existência.

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